O Profeta tem que ser provado no fogo

QUEM ERA DAVI?

Quem era Davi? Aproximadamente três mil anos atrás, um moço tornou-se rei de seu povo, com a idade de trinta e três anos. Ele já havia enfrentado grandes perigos e adversidades, tendo lutado com leões e ursos quando era pastor de ovelhas, e tendo derrotado um gigante filisteu que tinha 2,70 metros de altura, depois do que vivera vários anos como fugitivo e marginal por causa da inveja do seu rei. Esse moço, Davi, ainda bem jovem já era compositor, músico, guerreiro e estrategista militar. Mais tarde, ele iria governar as doze tribos de Israel durante quarenta anos, e expandir o seu reino do Rio Eufrates até às fronteiras do Egito. Reconhecido como o maior rei da história de Israel, ele também é chamado “o doce cantor de Israel”, e nas Escrituras, é chamado profeta de Deus. Acima de todas estas cousas, ele era um homem profundamente espiritual, chamado por Deus, e homem segundo o Seu coração. Ele era intensamente humano, e exibia a ampla gama de expressões morais de que o coração humano é capaz. Ele alcançou as alturas e chegou às profundidades. Davi significa “amado”; era homem belo, embora de pequena estatura; forte, corajoso e prudente no falar.
Como era a vida na época de Davi? Tanto nacional como religiosamente, os tempos eram caóticos. Davi teve pleno contato com a época violenta em que vivia. Lutou com animais selvagens no deserto, enquanto, na qualidade de rapazote, cuidava das ovelhas; lutou nos exércitos de Israel como jovem, e esquivou-se da perseguição do rei invejoso, que deseja matá-lo. Como fugitivo nas montanhas, ele aprendeu a manejar os homens, e tornou-se um líder. A vida era cheia de perigos, e os homens expressavam as suas emoções de maneira primitiva e às vezes violenta. Não obstante, houve maravilhosa revelação e comunhão com Deus na vida de Davi e de Samuel, seu contemporâneo.
Que problemas semelhantes aos nossos Davi enfrentou? Davi foi ungido para ser o Rei de Israel, quando não passava de um garoto, mas muitos anos se passaram antes que ele se tornasse rei. É difícil os jovens enfrentarem adiamentos e revezes. Porém, muitas vezes, decepções e lutas também são o nosso quinhão. Davi enfrentou estas cousas, e nós também as enfrentamos. Ele constantemente enfrentou um inimigo que era maior que o Golias, que matou quando moço. Esse inimigo era a sua própria natureza carnal. Muitas vezes é difícil fugir “das paixões da mocidade”.
Como foi que Davi resolveu os seus problemas? Muitas vezes Davi buscava o Senhor em oração e louvor, quer estivesse enfrentando inimigos, concupiscência ou culpa, quer tivesse problemas para os quais não podia encontrar solução. Em momentos de desânimo, está escrito que “Davi fortaleceu-se no Senhor”. Quando lemos os Salmos, muitos dos quais foram escritos por Davi, estamos lendo as orações e louvores de homens que não eram capazes de encontrar escape, nem solução, nem forças, exceto no Senhor.
A vida e as oportunidades de Davi foram maiores ou menores do que as nossas? Quando uma nação está erguendo-se, ou caindo, apresentam-se as grandes oportunidades de fama, riqueza e grandeza. É a hora de crise quem exige um Tiradentes, ou D. Pedro I. Tempos de crise, que tais testemunharam o aparecimento dos profetas do Antigo Testamento. Em uma hora de necessidade assim, surgiu Davi. Não é verdade que hoje nós também estamos vivendo em uma época de crise e de transformação para toda a civilização? Quem pode dizer que esta época não é ainda mais desafiadora do que o tempo em que Davi viveu?
Davi

Samuel capítulos 16 e 17
II Samuel 1:1-27. II Samuel 11:1-27, 12:1-31
Davi deveria ser o grande rei de Israel; "O homem segundo o coração de Deus". Porém, Deus escolhe pequenas coisas, coisas sem nenhuma reputação. Então, foi em direção a um desconhecido e humilde pastorzinho das montanhas da Judéia, perto de Belém, que Deus enviou Samuel com o óleo da unção. Davi era de uma família de muitos irmãos. O nome de seu pai era Jessé, e pertencia à tribo de Judá.
Davi era um habilidoso tocador de harpa e foi isso que, primeiramente, fez com que ganhasse a simpatia de Saul. Saul era possuído por demônios, por causa do julgamento de Deus sobre ele. A música de Davi animava-o e aliviava-o, por isso, Saul amou-o enormemente, e foi então que Davi tornou-se seu músico e guardador de armas.
O maior feito na juventude de Davi foi contra um filisteu chamado Golias. Israel havia saído para batalhar contra os filisteus e Davi fora enviado de volta para cuidar do rebanho de seu pai. Seus irmãos mais velhos, como de costume, foram para a batalha. É provável que, apesar de sua saúde e força, ainda não tivesse 20 anos, idade em que os israelitas se tornavam soldados.
Um dia, Jessé enviou Davi à batalha para ver como estavam seus irmãos mais velhos e para levar-lhes presentes de casa. Davi encontrou-os todos amedrontados por um gigante arrogante, chamado Golias, que tinha mais de 3 metros de altura e sempre aparecia desafiando alguém a lutar sozinho com ele. Davi ficou impressionado com o medo dos israelitas. Sabia que Deus podia conceder a vitória e acreditava que a causa deles era justa. Ofereceu-se então para enfrentá-lo.
Davi relatou como havia matado um leão e um urso que atacaram o rebanho de seu pai e disse que, com o poder de Deus, poderia também matar o gigante. Assim, Saul enviou-o para a batalha. Davi não levou espada ou lança, mas um alforje de pastor e cinco pedras polidas, e o Senhor deu-lhe a vitória. Matou o gigante e levou sua cabeça para Saul. Saul ficou muito satisfeito até que as mulheres de Israel começarem a dar crédito a Davi, e a partir de então ficou enciumado e passou a odiar Davi.
No capítulo 16 do primeiro livro de Samuel, por volta de 1063 a.C., Samuel ungiu Davi para rei de Israel. Obviamente Davi tinha percepção espiritual suficiente para saber que não deveria tomar o reino, mas deveria esperar no Senhor. Davi serviu Saul fielmente durante os sete anos subseqüentes. Ainda que Saul freqüentemente procurasse sua vida, demonstrou continuamente digna reverência a seu rei.
No início de II Samuel, por volta de 1056 a.C., o rei Saul morreu e Davi começou a governar Judá. Um dos filhos de Saul tornou-se rei de Israel contrariamente aos planos de Deus. Entretanto, Davi esperou no Senhor e não se vangloriou quando esse homem foi morto. Na verdade, Davi executou tanto os assassinos do filho de Saul quanto o homem que declarava ter matado Saul.
Davi foi um bom rei. Conduziu bem Israel e prosperaram grandemente em seu reinado. Era temente a Deus e geralmente seguia os desígnios de Deus cuidadosamente. As escrituras recordam que era um homem segundo o coração do Senhor. A palavra de Deus é sempre honesta, entretanto, e registra o pecado até mesmo dos grandes homens de Deus.
Davi pecou gravemente contra o Senhor. Um dia, quando se supunha estar guiando seus exércitos, ficou em casa. Satanás então o tentou com uma mulher chamada Bate-seba e Davi caiu em pecado com ela. Quando ela reconheceu que estava grávida, Davi chamou seu marido, Urias, o heteu, a sua casa, a fim de montar uma trama que escondesse seu pecado. Como isso não funcionou, Davi matou Urias na batalha, pensando que isso encobriria seu erro. Porém, Deus não se agradou com esse pecado e por isso lançou um grande julgamento sobre Davi.
Quando o profeta Natã contendeu Davi por isso, Davi arrependeu-se e Deus o perdoou. O pecado do cristão atinge os outros, entretanto, e, por causa disso, Deus julgou a casa de Davi pelo resto de sua vida, para que podemos ver o terrível retribuição do pecado.
Através de suas vitórias e mágoas, Davi deu-nos um dos maiores livros da Bíblia, o livro de Salmos
Saul

I Samuel 8:1-9, 9:1-27, 10:1 e 15:20-30
Um personagem bíblico bem conhecido é Saul, o primeiro rei de Israel. Israel não precisava de um rei, desde que Deus era para ser o Rei de seu povo, e Samuel, o profeta, sabia disso, e alertou-os. Como insistiram, entretanto, Deus instruiu Samuel a dar-lhes um rei. O homem escolhido, para que Samuel ungisse foi Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim.
Saul era um homem grande e robusto, que ficava com a cabeça e os ombros acima de qualquer pessoa de Israel. Um dia, Saul saiu para procurar as jumentas de seu pai. Não tinha idéia de que seria rei, mas foi nessa viagem que Deus o colocou em contato com Samuel e que as providências para ungi-lo rei se iniciariam. Saul era uma pessoa muito tímida e, quando foi procurado pela primeira vez para uma aparecimento em público, escondeu-se de Samuel e do povo (I Samuel 10:22). Não somente isso, mas foi desprezado pelo povo por causa da sua humildade (I Samuel 10:26 e 27).
Saul formou um exercito para lutar contra os opressores de Israel, os Filisteus. Seu principal assistente foi seu filho Jônatas. O problema de Saul era que ele geralmente confiava no seu próprio entendimento e não na Palavra de Deus. Foi advertido por Samuel que, por esse motivo, seu reino não continuava.
Um certo dia, Deus enviou Saul a uma batalha contra Amaleque e instruiu-o a destruir tudo o que fosse vivo, humano e animal, que pertencesse a sua família. Saul não obedeceu a Deus e permitiu que algumas pessoas partissem. Levou de volta também alguns de seus melhores animais para sacrifício e manteve o rei vivo. Por essa razão, Saul foi rejeitado por Deus em relação a ser rei de Israel e Samuel informou-lhe sobre isso. A partir desse momento, foi tomado pela amargura e desconfiança acerca de seus amigos, entre eles Davi. Tentou até mesmo assassinar Davi, um seguidor fiel, que Deus havia ungido para ser rei em seu lugar. Ao final, Saul morreu derrotado por sua própria espada (I Samuel 31:3-6).
QUEM ERA SAMUEL?

Mais de mil anos antes do nascimento de Cristo, um jovem cresceu como auxiliar de idoso sacerdote, no Tabernáculo de Israel. Embora a vida no Tabernáculo fosse tão corrupta quanto em todo o resto da nação, aquele jovem, Samuel, aprendeu a conhecer a voz de Deus na sua mocidade, e andou irrepreensivelmente em toda a sua vida, a ponto de chegar a ser um pioneiro espiritual. Ele fundou a linhagem de profetas que iriam tornar-se a única voz verdadeira de Deus para a nação, na perspectiva dos séculos futuros. A corrupção moral que ele testemunhou até na casa de Deus, jamais maculou a sua vida. A maior parte da vida ele serviu tanto como sacerdote quanto juiz. Foi o último dos grandes juizes.
Chamavam-no juiz itinerante, pois ele fazia um circuito em Betel, Gilgal, Mizpá e Ramá, administrando justiça. Ele preencheu um cargo político na maior parte da vida, sem uma única mancha em sua carreira. Sob sua direção como profeta, formou-se a monarquia, e ele ungiu os primeiros dois reis de Israel, Saul e Davi.
Como era a vida na época de Samuel? As escrituras registraram que na época dos Juízes “cada um fazia o que achava mais reto”. Ocasionalmente, subvertida a opressão causada por uma nação vizinha, e levava o povo de volta à adoração do Senhor. Geralmente, durante esses períodos, prevaleciam anarquia, iniqüidade e imoralidade de toda espécie. Eram períodos violentos de transição em toda a nação.
Condições que produziam facilmente os homens mais malignos. Porém, dessa era confusa e degenerada, emergiu Samuel, homem íntegro, que andou diante do Senhor como Seu profeta, durante toda a sua vida.
Que problemas semelhantes aos nossos Samuel enfrentou? Os tempos eram perigosos por causa de freqüentes guerras. Naquela época, como hoje, a ameaça de guerra era como nuvem negra que estava sempre suspensa sobre a nação civilização, como nos tempos de Samuel. A tendência de se conformar com o curso dos eventos afetou até os sacerdotes. Naquela época, como agora, era difícil recusar-se a se conformar e “seguir a multidão em fazer o mal.”
Como foi que Samuel resolveu os seus problemas? Samuel significa “Pedido a Deus”, pois a sua mãe Ana era estéril quando pedira um filho a Deus. Com uma mãe que orava, Samuel parecia destinado a ser um homem de oração durante toda a sua vida. Quando os filhos de Eli eram imorais e cobiçosos no Tabernáculo, Samuel estava aprendendo a voz de Deus, e continuou a ser um homem poderoso em oração durante todos os seus anos. Veja I Samuel capítulos 7, 8 e 12:14-23. Embora ele tivesse nascido para o sacerdócio e fosse de família levítica (I Crônicas 6:33-38). É conhecido melhor como o “profeta de oração”. Todos os problemas, então como agora, têm solução diante do trono de Deus.
A vida e as oportunidades de Samuel foram maiores ou menores do que as nossas? O que é que você acha? É difícil responder com segurança. Samuel viveu como jovem em tempos quando a palavra do Senhor era rara (I Samuel 3:1). A vida naquela época não corria no ritmo de hoje em dia, pois Canaã ainda era uma nação agrícola e pastoril. Se as suas oportunidades de cultura eram menores do que as nossas, ele deve ser recomendado por tê-las aproveitado para aprender dos rolos antigos, e ter-se tornado um juiz tão fiel. As comunicações e os transportes daquela época e de hoje, são dois mundos diferentes, mas lembre-se de que as cidades da época de Samuel (Silo, Betel, Ramá, Jerusalém, Gibea), estavam a uma distância média de apenas oito a dez quilômetros uma da outra. O seu mundo era menor.
Quem foi Natan
Natan (do hebraico, Natan que significa "dádiva [de Deus]"), foi um profeta que viveu durante o reinado de David. Na Bíblia, Natan surge em três acontecimentos distintos onde desempenha um papel preponderante. O primeiro desses acontecimentos está relacionado com a pretenção de David em construir um templo a Deus. Inicialmente Natan deu a sua aprovação mas mais tarde recebeu uma revelação de que deveria ser o seu filho Salomão a construir o referido templo. O segundo acontecimento refere-se à acusação de Natan ao rei David por este ter desposado Betsabé, viúva do guerreiro Urias depois de ter conseguido que este fosse morto em combate. Por fim, o terceiro acontecimento em que Natan assume um papel importante está relacionado com a sucessão de David no trono. Neste episódio, Natan alia-se a Betsabé e ao seu segundo filho, Salomão, com o objectivo de ser este e não o filho mais velho, Adonias, a suceder ao pai como rei.
O ENCONTRO DE DAVI COM NATÃ
2 Samuel 12.1-15
O modo de Deus falar conosco. Ele é o mestre da comunicação.
Natan poderia pagar com a vida. Deus lhe inspirou a falar do modo adequado, para comunicar a mensagem de Deus.
Natan poderia pagar com a vida. Deus lhe inspirou a falar do modo adequado, para comunicar a mensagem de Deus.
2Samuel 12.1-15
O Deus Eterno mandou que o profeta Natã fosse falar com Davi. Natã foi e disse:
--Havia dois homens que viviam na mesma cidade: um era rico, e o outro era pobre.
O rico possuía muito gado e ovelhas, enquanto que o pobre tinha somente uma ovelha, que havia comprado. Ele cuidou dela, e ela cresceu na sua casa, junto com os filhos dele. Ele a alimentava com a sua própria comida, deixava que ela bebesse no seu próprio copo, e ela dormia no seu colo. A ovelha era como uma filha para ele.
Certo dia um visitante chegou à casa do homem rico. Este não quis matar um dos seus próprios animais para preparar uma refeição para o visitante; em vez disso, pegou a ovelha do homem pobre, matou-a e preparou com ela uma refeição para o seu hóspede.
--Havia dois homens que viviam na mesma cidade: um era rico, e o outro era pobre.
O rico possuía muito gado e ovelhas, enquanto que o pobre tinha somente uma ovelha, que havia comprado. Ele cuidou dela, e ela cresceu na sua casa, junto com os filhos dele. Ele a alimentava com a sua própria comida, deixava que ela bebesse no seu próprio copo, e ela dormia no seu colo. A ovelha era como uma filha para ele.
Certo dia um visitante chegou à casa do homem rico. Este não quis matar um dos seus próprios animais para preparar uma refeição para o visitante; em vez disso, pegou a ovelha do homem pobre, matou-a e preparou com ela uma refeição para o seu hóspede.
Então Davi ficou furioso com aquele homem e disse:
-- Eu juro pelo Eterno, o Deus vivo, que o homem que fez isso deve ser morto! Ele deverá pagar quatro vezes o que tirou, por ter feito uma coisa tão cruel!
Então Natã disse a Davi:
-- Esse homem é você. E é isto o que diz o Eterno, o Deus de Israel: "Eu tornei você rei de Israel e o salvei de Saul. Eu lhe dei o reino e as mulheres dele; tornei você rei de Israel e de Judá. E, se isso não bastasse, eu lhe teria dado duas vezes mais. Por que é que você desobedeceu aos meus mandamentos e fez essa coisa tão horrível? Você fez com que Urias fosse morto na batalha; deixou que os amonitas o matassem e então ficou com a esposa dele! Portanto, porque você me desobedeceu e tomou a mulher de Urias, sempre alguns dos seus descendentes morrerão de morte violenta. E também afirmo que farei uma pessoa da sua própria família causar a sua desgraça. Você verá isso quando eu tirar as suas esposas e as der a outro homem; e ele terá relações com elas em plena luz do dia. Você pecou escondido, em segredo, mas eu farei com que isso aconteça em plena luz do dia, para todo o povo de Israel ver."
Então Davi disse:
-- Eu pequei contra o Deus Eterno.
Natã respondeu:
-- O Eterno perdoou o seu pecado; você não morrerá. Mas, porque, fazendo isso, você mostrou tanto desprezo pelo Eterno, o seu filho morrerá.
-- Eu juro pelo Eterno, o Deus vivo, que o homem que fez isso deve ser morto! Ele deverá pagar quatro vezes o que tirou, por ter feito uma coisa tão cruel!
Então Natã disse a Davi:
-- Esse homem é você. E é isto o que diz o Eterno, o Deus de Israel: "Eu tornei você rei de Israel e o salvei de Saul. Eu lhe dei o reino e as mulheres dele; tornei você rei de Israel e de Judá. E, se isso não bastasse, eu lhe teria dado duas vezes mais. Por que é que você desobedeceu aos meus mandamentos e fez essa coisa tão horrível? Você fez com que Urias fosse morto na batalha; deixou que os amonitas o matassem e então ficou com a esposa dele! Portanto, porque você me desobedeceu e tomou a mulher de Urias, sempre alguns dos seus descendentes morrerão de morte violenta. E também afirmo que farei uma pessoa da sua própria família causar a sua desgraça. Você verá isso quando eu tirar as suas esposas e as der a outro homem; e ele terá relações com elas em plena luz do dia. Você pecou escondido, em segredo, mas eu farei com que isso aconteça em plena luz do dia, para todo o povo de Israel ver."
Então Davi disse:
-- Eu pequei contra o Deus Eterno.
Natã respondeu:
-- O Eterno perdoou o seu pecado; você não morrerá. Mas, porque, fazendo isso, você mostrou tanto desprezo pelo Eterno, o seu filho morrerá.
1. A história
Natan era um profeta-conselheiro do palácio de Davi. No entanto, como aconteceria com outros profetas-conselheiros no futuro, ele não era servil. Seus conselhos eram resultado de sua intimidade com Deus, não de intimidade com os reis.
Ele aparece em duas outras situações nas histórias reais. Na primeira (2Samuel 111-17), ele aconselha Davi acerca do templo a ser construído. Na terceira (1Reis 1.5-48), quando intercedeu por Salomão diante de Davi. Interessa-nos, no entanto, sua segunda intervenção, quando investe firmemente contra o rei, num exemplo de que um profeta deve falar não o que agrada, mas o que tem que ser dito porque proveniente da boca de Deus.
O Davi interessado na história, contada por Natan, torna-se um Davi indignado contra a indignidade perpetrada por um homem rico, para depois se transformar num homem quebrado pela consciência do seu erro.
Natan era um profeta-conselheiro do palácio de Davi. No entanto, como aconteceria com outros profetas-conselheiros no futuro, ele não era servil. Seus conselhos eram resultado de sua intimidade com Deus, não de intimidade com os reis.
Ele aparece em duas outras situações nas histórias reais. Na primeira (2Samuel 111-17), ele aconselha Davi acerca do templo a ser construído. Na terceira (1Reis 1.5-48), quando intercedeu por Salomão diante de Davi. Interessa-nos, no entanto, sua segunda intervenção, quando investe firmemente contra o rei, num exemplo de que um profeta deve falar não o que agrada, mas o que tem que ser dito porque proveniente da boca de Deus.
O Davi interessado na história, contada por Natan, torna-se um Davi indignado contra a indignidade perpetrada por um homem rico, para depois se transformar num homem quebrado pela consciência do seu erro.
2. POR QUE DAVI PECOU e nós também?
Davi, de quem se diz ser o homem segundo o coração de Deus, assim como cada um de nós o é, pecou, ou melhor, Davi cometeu uma série de pecados. Ele foi um serial sinner, um pecador em série. Como sempre acontece conosco, que nunca incorremos num pecado só, Davi cometeu vários: primeiro, ele pecou ao cobiçar a mulher do próximo; em seguida, ele pecou armando o esquema para ficar com a mulher amada; depois, ele usou pessoas inocentes para matar um membro inocente de suas forças armadas; a seguir, ele matou uma pessoa inocente, e por último tocou a sua vida como se nada tivesse acontecido.
Por que?
Por que?
1. Davi pecou porque se esqueceu que a sua natureza tendia para o pecado.
Deus nos fez para o prazer, que não precisa necessariamente ser experienciado pecaminosamente. Por sua natureza, o ser humano busca formas de prazer que atentam contra sua própria dignidade e contra a sua própria santidade, contra a dignidade de Deus e contra a santidade de Deus.
Posso ilustrar esta tendência com um fenômeno do mundo da informática. Há pessoas cujo prazer é produzir e/ou enviar vírus para os computadores de pessoas distantes e desconhecidas. Um produtor ou disseminador não tem qualquer benefício com o seu produto, senão o prazer de criar algo que pode fazer o mal, mal que não sabe a quem atingirá e nem quando atingirá. O prazer consiste na própria produção do mal.
Nós pecamos quando esquecemos que a nossa natureza nos empurra para o erro. Nós pecamos quando ignoramos que o pecado existe, quando colocamos aquilo a que chamamos de felicidade acima de todos os valores. Predomina em nossa sociedade a idéia que pecado não existe, que tudo que é feito com amor é permitido, que estamos livres para viver segundo a nossa consciência, e se ela não nos condena... Assim, nossa vida não é mais aferida pelos padrões de Deus mas pela nossa "desinteressada" consciência. Obviamente, este cenário "teológico" é uma estufa pro
Deus nos fez para o prazer, que não precisa necessariamente ser experienciado pecaminosamente. Por sua natureza, o ser humano busca formas de prazer que atentam contra sua própria dignidade e contra a sua própria santidade, contra a dignidade de Deus e contra a santidade de Deus.
Posso ilustrar esta tendência com um fenômeno do mundo da informática. Há pessoas cujo prazer é produzir e/ou enviar vírus para os computadores de pessoas distantes e desconhecidas. Um produtor ou disseminador não tem qualquer benefício com o seu produto, senão o prazer de criar algo que pode fazer o mal, mal que não sabe a quem atingirá e nem quando atingirá. O prazer consiste na própria produção do mal.
Nós pecamos quando esquecemos que a nossa natureza nos empurra para o erro. Nós pecamos quando ignoramos que o pecado existe, quando colocamos aquilo a que chamamos de felicidade acima de todos os valores. Predomina em nossa sociedade a idéia que pecado não existe, que tudo que é feito com amor é permitido, que estamos livres para viver segundo a nossa consciência, e se ela não nos condena... Assim, nossa vida não é mais aferida pelos padrões de Deus mas pela nossa "desinteressada" consciência. Obviamente, este cenário "teológico" é uma estufa pro
2. Davi pecou porque se achou acima do bem e do mal.
O rei estava acima do bem e do mal. É assim que nos sentimos, especialmente quando estamos fazendo a obra de Deus.
A tentação do pecar em segredo, embora não exista pecado em segredo, pois Deus tudo vê.
O rei estava acima do bem e do mal. É assim que nos sentimos, especialmente quando estamos fazendo a obra de Deus.
A tentação do pecar em segredo, embora não exista pecado em segredo, pois Deus tudo vê.
3. Davi pecou porque perdeu a noção das conseqüências do erro.
Pecamos quando perdemos a noção das conseqüências do nosso pecado.
Um filho, um filho morto.
Pecamos quando perdemos a noção das conseqüências do nosso pecado.
Um filho, um filho morto.
4. Davi pecou porque esqueceu que não pecava contra Urias ou contra Base-Seba, mas contra Deus.
José teve esta consciência e escapou da mulher de Potitifar.
Pecamos quando perdemos a convicção que não pecamos contra nós mesmos ou contra o próximo, mas contra Deus. José do Egito teve esta convicção.
José teve esta consciência e escapou da mulher de Potitifar.
Pecamos quando perdemos a convicção que não pecamos contra nós mesmos ou contra o próximo, mas contra Deus. José do Egito teve esta convicção.
5. Davi pecou porque permitu que a visão alimentasse sua imaginação e sua imaginação alimentasse seu desejo.
Pecamos quando permitimos que nossa visão alimente a imaginação e esta o desejo
Pecamos quando permitimos que nossa visão alimente a imaginação e esta o desejo
3. DIANTE DE PECADO
3.1. Atitudes inadequadas de Davi e nossas
1. Esconder o pecado e tocar a vida como se nada tivesse acontecido. Quando recebeu a Natan, Davi não o recebeu com a vergonha de um pecador, mas com com a certeza da manutenção do seu segredo.
2. Justificar o próprio pecado. Sim, eu pequei, mas a culpa foi dos meus amigos que me levaram para o desvio. Sim, eu pequei, mas a culpa foi dos meus pais que não me instruíram no caminho do bem. Sim, eu pequei, mas a culpa foi da minha igreja, que não me orientou os passos adequadamente.
3. Moralizar, isto é, dispor-se a acusar os outros pelos seus erros. Davi ficou furioso com o vilão da história contada por Natan.
A injustiça cometida pelos outros nos deixa indignados.
A injustiça cometida pelos outros nos deixa indignados.
4. Aceitar a culpa, mas sem pedir perdão.
Esta atitude inadequada pode ser ilustrada com o poema de Gregório de Mattos Guerra (século 17), que quis é querer expiar sua culpa, mas sem arrependimento.
Esta atitude inadequada pode ser ilustrada com o poema de Gregório de Mattos Guerra (século 17), que quis é querer expiar sua culpa, mas sem arrependimento.
Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,
Da vossa alta clemência me despido,
Porque quanto mais tenho delinqüido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido:
Que a mesma culpa, que vos há ofendido,
Vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida e já cobrada
Glória tal e prazer tão repentino
Vos deu, como afirmais na sacra história:
Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
Cobrai-a; e não queirais, pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória.
(Gregório de Mattos Guerra)
Da vossa alta clemência me despido,
Porque quanto mais tenho delinqüido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido:
Que a mesma culpa, que vos há ofendido,
Vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida e já cobrada
Glória tal e prazer tão repentino
Vos deu, como afirmais na sacra história:
Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
Cobrai-a; e não queirais, pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória.
(Gregório de Mattos Guerra)
3.2. Atitudes adequadas
1. Reconhecer que nossa inclinação é para o pecado. Não há bem nenhum em nós. Como resumiu o apóstolo Paulo, eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. (Romanos 7:18)
2. Ouvir os que nos advertem. Natan não precisou pagar o preço de sua insolência, ao repreender o rei, porque Davi teve a humildade de reconhecer que seu conselheiro estava certo. Há poucas pessoas com coragem de nos advertir; quando um se chegar a nós, tenhamos humildade de ouvi-lo. Embora prefiramos as lisonjas, são as verdades nuas que nos fazem crescer.
3. Sempre lembrar que o pecado tem conseqüências.
Temos sido seduzidos por um cristianismo róseo, que fala do perdão, que é pleno, mas que não pode evitar as conseqüências do pecado.
Temos sido seduzidos por um cristianismo róseo, que fala do perdão, que é pleno, mas que não pode evitar as conseqüências do pecado.
4. Cortar pela raiz a visão que alimenta nossa imaginação e, conseqüentemente, o desejo.
Qual é o seu problema: sexo, dinheiro, poder, desrespeito, língua?
O que você tem feito para estancar a fonte da visão, o caminho da oportunidade para o pecado?
Se o seu problema é o pecado sexual, o que é que você tem feito para não ser seduzido?
Se o seu problema é pecado em relação ao dinheiro, o que é que você tem feito para evitar que ele domine a sua vida?
Se o seu problema é o desrespeito ao próximo, o que é você tem feito para evitar que suas atitudes firam as pessoas?
Se o seu problema é o uso da língua para a maledicência (fofoca), o queé que você tem feito para fazer sua língua se acalmar no interior da sua boca?
Qual é o seu problema: sexo, dinheiro, poder, desrespeito, língua?
O que você tem feito para estancar a fonte da visão, o caminho da oportunidade para o pecado?
Se o seu problema é o pecado sexual, o que é que você tem feito para não ser seduzido?
Se o seu problema é pecado em relação ao dinheiro, o que é que você tem feito para evitar que ele domine a sua vida?
Se o seu problema é o desrespeito ao próximo, o que é você tem feito para evitar que suas atitudes firam as pessoas?
Se o seu problema é o uso da língua para a maledicência (fofoca), o queé que você tem feito para fazer sua língua se acalmar no interior da sua boca?
6. Reconhecer que todo o pecado é pecado contra Deus, como fez Davi imediatamente e como fez José antes de pecar.
7. Pedir perdão, porque é o perdão que nos restaura diante de Deus.
O arrependimento inclui
O arrependimento inclui
a) a confissão do pecado
Davi falou da experiência da confissão em termos nunca superados:
Davi falou da experiência da confissão em termos nunca superados:
Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto.
Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo.
Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.
Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.
Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado. (Salmo 32.1-5)
Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo.
Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.
Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.
Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado. (Salmo 32.1-5)
b) o pedido de perdão propriamente
c) a disposição para não pecar mais, e
d) o pedido para que Deus capacite o pecador no cumprimento de sua disposição.
Nossa oração deve ser como a do mesmo Davi:
Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões.
Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado.
Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. (Salmo 51.1-4)
Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado.
Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. (Salmo 51.1-4)
O resultado do pedido sincero é a concessão do arrependimento, que implica em alívio concedido por Deus, alegria retornada por Deus, como esta ainda na oração de Davi:
Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste.
Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades.
Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.
Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito.
Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. (Salmo 51.8-12)
4. CONCLUSÃO
Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades.
Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.
Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito.
Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. (Salmo 51.8-12)
4. CONCLUSÃO
Talvez diante desta série de pecados de Davi, você diga:
-- Ah, mas eu não peco assim como Davi.
Que bom! Que bom que você não peca como ele. Que bom também que, você pecando, tenha a coragem de Davi de pedir perdão, com sinceridade. Fora do perdão de Deus, as tentativas são vãs. Na verdade, muito sofrimento terá de curtir o ímpio [que não se arrepende], mas o que confia no Senhor [confessando-Lhe o pecado], a misericórdia o assistirá. (Salmo 32.10)
-- Ah, mas eu não peco assim como Davi.
Que bom! Que bom que você não peca como ele. Que bom também que, você pecando, tenha a coragem de Davi de pedir perdão, com sinceridade. Fora do perdão de Deus, as tentativas são vãs. Na verdade, muito sofrimento terá de curtir o ímpio [que não se arrepende], mas o que confia no Senhor [confessando-Lhe o pecado], a misericórdia o assistirá. (Salmo 32.10)
Missão do Profeta: Ser o Guardião da Aliança.
Eles são muito importantes e nos tempos atuais precisa-se com urgência que se manifestem os profetas do Deus Altíssimo, pois eles são verdadeiras setas que indicam os caminhos do Senhor para o povo. Podemos pegar inúmeros exemplos para meditarmos na Palavra de Deus sobre a ação e vida dos profetas e sua importância. Hoje, aqui irei meditar sobre um dos episódios do profeta Elias e usando ele como exemplo, vamos tirar um ensinamento para nós no dia de hoje. Para falar sobre o ser profeta, primeiramente é preciso saber e conhecer qual era a sua função.
No antigo testamento no primeiro livro de Samuel vemos terminar a era dos Juízes que eram aqueles que governavam o povo de Israel para a chegada dos reis. A partir do capítulo 8 do 1º livro de Samuel, vamos ver que o povo de Deus pede ao profeta Samuel um rei e Samuel que era o profeta daquele tempo, elege Saul para reinar; Após Saul vamos ter Davi e assim por diante veremos lá os seus sucessores. Seria muito importante que você lesse por completo o 1º e o 2º livro de Samuel para entender o que estou dizendo aqui. Durante todo o reinado, os reis contavam com o auxílio dos profetas. Os reis eram os governantes; os profetas eram os guardiões da verdade e dos ensinamentos de Deus. Deus fez com Israel uma aliança e os profetas por sua vez, são os guardiões desta aliança, ou seja, aqueles que advertiam o povo para não se esquecerem deste compromisso. Os Reis, que tinham uma ligação com o povo, eram os responsáveis pela observância dos preceitos desta aliança; se as observarem, reinaram em paz e segurança; se a abandonarem, serão corrigidos e cairão no ‘castigo’ que tem um significado pedagógico. Vamos observar várias quedas do povo de Deus pela não observância desta Aliança, não por que Deus era mal e castigou severamente o povo, mas porque o povo voltou várias vezes às costas ao Deus único e verdadeiro e passaram por várias vezes a adorar outros deuses e conseqüentemente sofreram pelo peso de suas próprias ações. O povo procurava o mal, se afastava do bem e conseqüentemente recebia o mal. Se você procura algo, você vai receber aquilo que procura; por isso, não podemos culpar a Deus pelas nossas escolhas, pois elas muitas vezes nos trazem sofrimentos. Entendido um pouco da função dos profetas no antigo testamento, passamos agora a falar de um dos fatos envolvendo o profeta Elias no antigo testamento. No 1º Livro dos Reis, no capítulo 18, no reinado do Rei Acabe, veremos o profeta Elias em franco combate com os falsos profetas daquele tempo. Se você voltar no capítulo 16 e 17 do 1º Livro dos Reis, verá que o Rei Acabe fez o mal aos olhos do Senhor, desobedecendo aos preceitos divinos e por isso você verá lá uma série de acontecimentos. Pois bem, o capítulo 18 falará do episódio do sacrifício no ‘Monte Carmelo’; os falsos profetas daquele tempo, denominados como os profetas de Baal, induziram o povo a deixar de adorar e de prescrever sacrifícios ao Deus verdadeiro e que trocassem o Deus de Israel e adorassem a Baal, o deus deles. Elias fez uma proposta ao povo para desmascaram esta grande farsa. Combina com ele um horário para se fazer o sacrifício e cada um invocariam o seu deus para colocar fogo no sacrifício e então todos iriam ver quem é o Deus verdadeiro. Ficou combinado que eles escolhessem um novilho, construíssem um altar e invocassem o deus deles para colocar fogo no novilho; eis, porém que os profetas de Baal eram muitos, e somente Elias profetizava o Deus verdadeiro que o povo não queria acreditar. Os profetas de baal cumpriram com todos os preceitos para os sacrifícios daquele tempo e invocaram várias vezes, por várias horas, insistentemente o deus deles e eis que nada aconteceu e o novilho permaneceu no mesmo lugar intacto. Eis que chega a vez de Elias e ele fez questão de colocar água sobre a vítima e cavar até um pequeno lago em torno do altar e encher de água.
Assim que Elias invocou a Deus, ele foi ouvido e Deus enviou fogo para consumir o novilho de forma que toda a água que estava em volta secou. O povo por sua vez prostrou-se com o rosto em terra e passaram a acreditar em Elias e no Deus verdadeiro. Os profetas de Baal, todos foram presos
e exterminados. Precisei contar toda esta história para você entender e para chegar à coragem que é uma atitude tão necessária ao profeta e a todo o servidor de Deus. Meditando sobre o que aconteceu em um dos episódios com Elias, vejo como preciso ter coragem e confiar mais em Deus. No geral somos muito medrosos e não temos confiança e deixamos de converter as pessoas para Deus, porque nos falta coragem de testemunhar. Jesus nos diz que se crermos Nele faremos Suas obras e ainda maiores ( Jo 14, 12); Perceba ai por que nos falta coragem. É claro, não a temos, porque ainda não temos a Fé que deveríamos ter. Ou simplesmente lemos a Palavra de Deus, apenas para cumprir preceito e achamos que ela não é para nós; ou seja, é para os missionários... Precisamos abrir de vez o coração a Deus e deixar sermos guiados pelo Seu Espírito, a fim de termos coragem de assumir nossa vocação de profetas. Lembra qual é a missão do profeta? De ser o guardião da aliança. Você tem sido um guardião da aliança de Deus? Procure a resposta em você e partir do que responder, assuma um compromisso concreto de missão e ela pode começar nos ambientes onde você vive, talvez em sua casa ou no seu trabalho. Pense nisso irmão (a) e dê um passo de fé. Força e coragem!
Antiga fábrica de azeite (foto acima)
Abraão adorou a Deus naquele lugar. Jacó, depois de um encontro com Deus,
deu ao local um nome de signficado especial. Samuel julgou Israel no mesmo lugar.
Elias e Eliseu passaram por lá em sua última viagem juntos. Mas, Jeremias disse
que Israel envergonhou-se do mesmo lugar. Betel, uma cidade localizada 20 km ao
norte de Jerusalém, tem uma história cheia de significado
FOTOS ESMIRNA, A IGREJA CONFESSANTE E MÁRTIR
Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver: 9 Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás. 10 Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós,para serdes postos à prova, e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. 11 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte
FOTOS DA CIDADE DE CAFARNAUM.

FOTOS DA CIDADE DE FILADÉLFIA.
FILADÉLFIA, A IGREJA DO AMOR PERFEITO / RUÍNAS, RUAS, MONUMENTOS E VEGETAÇÃO DA CIDADE DE FILADÉLFIA, ATUAL ALASEHIR

FOTOS DA CIDADE DE NÍNIVE
Cidade de Nínive, atual Mosul, no estado de Ninawa do Iraque.

FOTOS DA CIDADE DE FILIPOS
CONHEÇA AS RUINAS E A CIDADE ATUAL DE FILIPOS

FOTOS DA CIDADE DE LAODICEIA
LAODICEIA, UMA IGREJA MORNA / FOTOS DAS RUÍNAS, DAS FONTES DE ÁGUAS, DA CIDADE E DA VEGETAL E CLIMA DE LAODICEIA
A todos desejamos uma semana abençoada por Deus.
A paz do Senhor. Para fazer essa referência às fotos, indentificar a respeito do lugar, é necessário bastante tempo para pesquisa, pois há muitos fatos históricos que estão relacionados com as imagens, mas infelizmente não disponho de tempo suficiente para oferecer esse tipo de serviço. Meu objetivo ao postar essas fotos é de satisfazer um pouco a curiosidade que temos sobre o lugar para onde Jesus endereçou as sete cartas do Apocalipse. Pois, assim como eu, muitos não tiveram ainda a oportunidade de conhecer pessoalmente esses lugares, e através das fotos, podemos ter pelo menos nos aproximar de uma visão mais real desses lugares ou daquela época. Mas hoje com o auxílio do google não é muito difícil encontrar os relatos históricos sobre essas cidades. Espero que essas fotos possam ajudá-los nesses estudos bíblicos.
Um grande abraço!

FOTOS DA CIDADE DE PÉRGAMO
PÉRGAMO, A IGREJA CASADA COM O MUNDO / FOTOS DA CIDADE DE PÉRGAMO
“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Tm 2.1,2).
A escola de profetas objetivava a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Reis 6.1-7.
1 - E disseram os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos
diante da tua face nos é estreito.
diante da tua face nos é estreito.
2 - Vamos, pois, até ao Jordão, e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga,
e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali. E disse ele: Ide.
e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali. E disse ele: Ide.
3 - E disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei.
4 - E foi com eles; e, chegando eles ao Jordão, cortaram madeira.
5 - E sucedeu que, derribando um deles uma viga, o ferro caiu na água;
e clamou e disse: Ai! Meu senhor! Porque era emprestado.
e clamou e disse: Ai! Meu senhor! Porque era emprestado.
6 - E disse o homem de Deus: Onde caiu? E, mostrando-lhe ele o lugar,
cortou um pau, e o lançou ali, e fez nadar o ferro.E disse: Levanta-o. Então,
ele estendeu a sua mão e o tomou.
cortou um pau, e o lançou ali, e fez nadar o ferro.E disse: Levanta-o. Então,
ele estendeu a sua mão e o tomou.
7 - E disse: Levanta-o. Então, ele estendeu a sua mão e o tomou.
INTERAÇÃO
Professor, já no Antigo Testamento podemos perceber que a educação
religiosa tinha um lugar de destaque entre os israelitas. As Escolas de
Profetas são uma prova desta verdade. Estas instituições não tinham
como propósito ensinar os alunos a profetizarem. A profecia é um dom
divino, por isso, somente o Senhor pode ensinar os seus servos quanto
ao profetizar. Todavia, um dos objetivos era passar às gerações mais
novas a herança cultural e espiritual da nação. Na lição de hoje,
estudaremos acerca da Escola de Profetas sob quatro perspectivas:
a instituição, os objetivos, o currículo e a metodologia. Boa aula!
religiosa tinha um lugar de destaque entre os israelitas. As Escolas de
Profetas são uma prova desta verdade. Estas instituições não tinham
como propósito ensinar os alunos a profetizarem. A profecia é um dom
divino, por isso, somente o Senhor pode ensinar os seus servos quanto
ao profetizar. Todavia, um dos objetivos era passar às gerações mais
novas a herança cultural e espiritual da nação. Na lição de hoje,
estudaremos acerca da Escola de Profetas sob quatro perspectivas:
a instituição, os objetivos, o currículo e a metodologia. Boa aula!
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender o real propósito das escolas de profetas
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Compreender o real propósito das escolas de profetas
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza o quadro abaixo no quadro de giz. Utilize-o na introdução
da lição. Explique aos alunos que as Escolas de Profetas tinham como objetivo
a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado
a Israel através de sua Palavra. Conclua afirmando que os autênticos
cristãos empenham-se no estudo e no ensino das Sagradas Escrituras,
pois o crente que não recebe instrução na Palavra está sujeito a ser levado por
todo vento de apostasia (Ef 4.14).
da lição. Explique aos alunos que as Escolas de Profetas tinham como objetivo
a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado
a Israel através de sua Palavra. Conclua afirmando que os autênticos
cristãos empenham-se no estudo e no ensino das Sagradas Escrituras,
pois o crente que não recebe instrução na Palavra está sujeito a ser levado por
todo vento de apostasia (Ef 4.14).
ESCOLAS DE PROFETAS
OBJETIVOS
A transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado
a Israel através de sua Palavra.
a Israel através de sua Palavra.
CURRÍCULO
Em especial o livro de Deuteronômio, pois especificava que princípios e
preceitos regiam a aliança de Jeová com o seu povo; aprendizado prático.
preceitos regiam a aliança de Jeová com o seu povo; aprendizado prático.
METODOLOGIA
Ensino através do exemplo.
COMENTÁRIO
Palavras Chave
Escola de Profetas: Instituição de ensino do Antigo Testamento cujo
objetivo era a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia
entregado a Israel através de sua Palavra.
objetivo era a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia
entregado a Israel através de sua Palavra.
Por diversas vezes, vemos a expressão “filhos dos profetas” aparecer nos
livros de Reis. Os filhos, ou discípulos, dos profetas estavam radicados em Betel,
Jericó e Gilgal (2 Rs 2.3,5,7,15; 4.38). O contexto dessas passagens não
deixa dúvidas de que esta expressão pode ser entendida como sinônimo para
escola de profetas.
livros de Reis. Os filhos, ou discípulos, dos profetas estavam radicados em Betel,
Jericó e Gilgal (2 Rs 2.3,5,7,15; 4.38). O contexto dessas passagens não
deixa dúvidas de que esta expressão pode ser entendida como sinônimo para
escola de profetas.
O fato serve para mostrar que a educação religiosa, ou formal, já recebia destaque
no antigo Israel. Ressalvamos que as escolas de profetas não tinham como
propósito ensinar a profetizar. Isso é uma atribuição divina. Todavia, era
um testemunho vivo de que o povo de Deus, em um passado tão distante,
preocupava-se em passar às gerações mais novas sua herança cultural e
espiritual. Por isso, vejamos nessa lição, a Escola de Profetas sob quatro
perspectivas.
no antigo Israel. Ressalvamos que as escolas de profetas não tinham como
propósito ensinar a profetizar. Isso é uma atribuição divina. Todavia, era
um testemunho vivo de que o povo de Deus, em um passado tão distante,
preocupava-se em passar às gerações mais novas sua herança cultural e
espiritual. Por isso, vejamos nessa lição, a Escola de Profetas sob quatro
perspectivas.
I. A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. Noção de organização e forma. O texto de 2 Reis 6.1 mostra que essas
Escolas de Profetas possuíam uma estrutura física. Eles viviam em comunidade
e, portanto, careciam de espaço físico não somente para habitar, mas também
onde pudessem ser instruídos: “Eis que o lugar em que habitamos diante da
tua face nos é estreito. Vamos, pois, até ao Jordão, e tomemos de lá, cada um
de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali”.
Escolas de Profetas possuíam uma estrutura física. Eles viviam em comunidade
e, portanto, careciam de espaço físico não somente para habitar, mas também
onde pudessem ser instruídos: “Eis que o lugar em que habitamos diante da
tua face nos é estreito. Vamos, pois, até ao Jordão, e tomemos de lá, cada um
de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali”.
Observa-se nesse texto que a estrutura acabou ficando inadequada e um
espaço maior foi reclamado. Para que se tenha uma educação de qualidade
necessita-se de uma estrutura adequada. Não podemos educar sem primeiro
estruturar!
espaço maior foi reclamado. Para que se tenha uma educação de qualidade
necessita-se de uma estrutura adequada. Não podemos educar sem primeiro
estruturar!
2. Noção de organismo e função. As escolas de profetas estavam sob
uma supervisão e, portanto, possuíam um líder espiritual que lhes dava orientação.
uma supervisão e, portanto, possuíam um líder espiritual que lhes dava orientação.
Os estudiosos acreditam que as escolas de profetas surgiram com
Samuel (1 Sm 10.5,10; 19,20) e, posteriormente, consolidaram-se com a
monarquia nos ministérios de Elias e Eliseu.
Samuel (1 Sm 10.5,10; 19,20) e, posteriormente, consolidaram-se com a
monarquia nos ministérios de Elias e Eliseu.
No texto de 2 Reis 6.1, verificamos que os discípulos dos profetas estavam
sob a orientação de Eliseu e era com este profeta que buscavam instrução.
Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais capaz de prever
o futuro ou operar grandes milagres, mas também um profeta que possuía
uma missão pedagógica.
sob a orientação de Eliseu e era com este profeta que buscavam instrução.
Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais capaz de prever
o futuro ou operar grandes milagres, mas também um profeta que possuía
uma missão pedagógica.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais, mas também
um profeta que possuía uma missão pedagógica.
um profeta que possuía uma missão pedagógica.
II. OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. Treinamento. O texto de 2 Reis 2.15,16 mostra que fazia parte do
treinamento das escolas dos profetas trabalhar sob as ordens do líder,
obtendo assim permissão para a execução de cada tarefa.
treinamento das escolas dos profetas trabalhar sob as ordens do líder,
obtendo assim permissão para a execução de cada tarefa.
Em outras situações observamos que os filhos dos profetas, quando
já treinados, podiam agir por conta própria em determinadas situações
(1 Rs 20.35). Na igreja o discipulado ocorre quando aquele que foi ensinado
compartilha com outro o seu aprendizado.
já treinados, podiam agir por conta própria em determinadas situações
(1 Rs 20.35). Na igreja o discipulado ocorre quando aquele que foi ensinado
compartilha com outro o seu aprendizado.
2. Encorajamento. Os expositores bíblicos observam que Eliseu não
limitava o seu ministério à pregação itinerante e a operação de milagres,
mas agia também como um supervisor das escolas de profetas. Ele
fornecia instrução e encorajamento aos jovens que ali estavam.
limitava o seu ministério à pregação itinerante e a operação de milagres,
mas agia também como um supervisor das escolas de profetas. Ele
fornecia instrução e encorajamento aos jovens que ali estavam.
O contexto de 1 e 2 Reis não deixa dúvidas de que Elias e Eliseu muito
preocuparam-se em transmitir às gerações mais novas o que haviam
aprendido do Senhor. Nessas escolas, portanto, esses alunos eram encorajados
a buscar uma melhor compreensão da Palavra de Deus. Não há objetivo maior
para um educador do que encorajar o educando a buscar a excelência no ensino.
preocuparam-se em transmitir às gerações mais novas o que haviam
aprendido do Senhor. Nessas escolas, portanto, esses alunos eram encorajados
a buscar uma melhor compreensão da Palavra de Deus. Não há objetivo maior
para um educador do que encorajar o educando a buscar a excelência no ensino.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
As Escolas de Profetas forneciam instrução e encorajamento aos alunos
a fim de que eles buscassem uma melhor compreensão da Palavra de Deus.
a fim de que eles buscassem uma melhor compreensão da Palavra de Deus.
III. O CURRÍCULO DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. A Escritura. Acompanhando o ministério de Elias, vemos que
a Palavra de Deus fazia parte do conteúdo ensinado nas escolas de profetas.
Dele, Eliseu recebeu essa herança. Quando se encontrava no monte Sinai,
Elias queixou-se de que os israelitas haviam abandonado a aliança divina,
destruído os locais do verdadeiro culto e matado os profetas do Senhor
(1 Rs 19.10).
a Palavra de Deus fazia parte do conteúdo ensinado nas escolas de profetas.
Dele, Eliseu recebeu essa herança. Quando se encontrava no monte Sinai,
Elias queixou-se de que os israelitas haviam abandonado a aliança divina,
destruído os locais do verdadeiro culto e matado os profetas do Senhor
(1 Rs 19.10).
A Palavra de Deus, em especial o livro de Deuteronômio, especificava que
princípios e preceitos regiam a aliança de Jeová com o seu povo.
A Palavra de Deus era e é essa aliança! Assim como Elias, Eliseu também
estava familiarizado com as implicações do concerto divino. Era a Palavra de
Deus que ele ensinava aos seus discípulos. É a Palavra de Deus que nós também
devemos ensinar hoje.
princípios e preceitos regiam a aliança de Jeová com o seu povo.
A Palavra de Deus era e é essa aliança! Assim como Elias, Eliseu também
estava familiarizado com as implicações do concerto divino. Era a Palavra de
Deus que ele ensinava aos seus discípulos. É a Palavra de Deus que nós também
devemos ensinar hoje.
2. A experiência. Elias e Eliseu eram homens experientes e partilhavam com
os outros o que haviam aprendido do Senhor (2 Rs 2.15, 19-22; 4.1-7, 42-44).
No entanto, no contexto bíblico, a experiência não está acima da revelação divina
conforme se encontra registrada na Bíblia. A Palavra de Deus é quem julga a
experiência e não o contrário. Elias, por exemplo, afirmou que suas experiências
tiveram como fundamento a Palavra de Deus (1 Rs 18.36).
os outros o que haviam aprendido do Senhor (2 Rs 2.15, 19-22; 4.1-7, 42-44).
No entanto, no contexto bíblico, a experiência não está acima da revelação divina
conforme se encontra registrada na Bíblia. A Palavra de Deus é quem julga a
experiência e não o contrário. Elias, por exemplo, afirmou que suas experiências
tiveram como fundamento a Palavra de Deus (1 Rs 18.36).
Os mais jovens devem ter a humildade de aprender com os mais experientes
e os mais experientes não devem desprezar os saberes dos mais jovens.
O aprendizado se dá através do processo de interação e a experiência faz parte
desse processo.
e os mais experientes não devem desprezar os saberes dos mais jovens.
O aprendizado se dá através do processo de interação e a experiência faz parte
desse processo.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
O currículo da Escola de Profetas era em especial o livro de Deuteronômio,
pois especificava os princípios e
preceitos que regiam a aliança de Jeová com o seu povo.
pois especificava os princípios e
preceitos que regiam a aliança de Jeová com o seu povo.
IV. A METODOLOGIA DA ESCOLA DE PROFETAS
1. Ensino através do exemplo. As Escolas de Profetas seguiam o idealismo
hebreu concernente à educação. Havia uma relação entre professor e aluno na
comunidade onde viviam. A educação acontecia também na sua forma oral e
o exemplo era um desses métodos adotados no processo educativo.
Não há como negar que Eliseu ensinava através do exemplo. Há vários relatos
sobre os milagres de Eliseu, nos quais se percebe que o aprendizado acontecia
através da observação das ações do profeta.
hebreu concernente à educação. Havia uma relação entre professor e aluno na
comunidade onde viviam. A educação acontecia também na sua forma oral e
o exemplo era um desses métodos adotados no processo educativo.
Não há como negar que Eliseu ensinava através do exemplo. Há vários relatos
sobre os milagres de Eliseu, nos quais se percebe que o aprendizado acontecia
através da observação das ações do profeta.
Geazi, discípulo de Eliseu, sabia que seu mestre era um exemplo de honestidade.
Em o Novo Testamento, Jesus Cristo colocou-se como o exemplo máximo a ser
seguido e Paulo se pôs como um modelo a ser imitado (Mt 9.9; 1 Co 11.1).
Em o Novo Testamento, Jesus Cristo colocou-se como o exemplo máximo a ser
seguido e Paulo se pôs como um modelo a ser imitado (Mt 9.9; 1 Co 11.1).
2. Ensino através da Palavra. Eliseu não deixou nada escrito. O que sabemos dele é através do cronista sagrado. Mas esse fato não significa que o profeta não usasse a Palavra de Deus em sua vida devocional e também como instrumento de instrução nas Escolas de Profetas.
A forma como Eliseu julgava o comportamento dos reis, aprovando-os, ou
reprovando-os, não deixa dúvidas de que usava a Palavra de Deus escrita para
discipular os alunos das Escolas de Profetas. Eliseu, por exemplo, mediu a
iniquidade de Acabe através da piedade de Josafá. Acabe era um rei mau
porque não andava conforme a Palavra de Deus, enquanto Josafá era estimado por fazer o caminho inverso.
reprovando-os, não deixa dúvidas de que usava a Palavra de Deus escrita para
discipular os alunos das Escolas de Profetas. Eliseu, por exemplo, mediu a
iniquidade de Acabe através da piedade de Josafá. Acabe era um rei mau
porque não andava conforme a Palavra de Deus, enquanto Josafá era estimado por fazer o caminho inverso.
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
As Escolas de Profetas seguiam o idealismo hebreu concernente à educação.
CONCLUSÃO
Através do ministério de Eliseu, observamos que as Escolas de Profetas eram
dedicadas ao ensino formal. Ali era ensinada a Palavra de Deus. Esse fato,
por si só, é de grande relevância para nós, porque demonstra a preocupação
do homem de Deus em passar a outros o conhecimento correto sobre o Deus
único e verdadeiro.
dedicadas ao ensino formal. Ali era ensinada a Palavra de Deus. Esse fato,
por si só, é de grande relevância para nós, porque demonstra a preocupação
do homem de Deus em passar a outros o conhecimento correto sobre o Deus
único e verdadeiro.
Os tempos mudam e a cultura também. Hoje, sabemos que a educação secular
possui grande importância e, infelizmente para muitos, é a única forma de
educação existente. Não podemos negligenciar a educação secular, mas
não podemos de forma alguma perder de vista a dimensão espiritual do
conhecimento divino, que se encontra na Bíblia Sagrada.
possui grande importância e, infelizmente para muitos, é a única forma de
educação existente. Não podemos negligenciar a educação secular, mas
não podemos de forma alguma perder de vista a dimensão espiritual do
conhecimento divino, que se encontra na Bíblia Sagrada.
EXERCÍCIOS
1. Segundo a lição, o que podemos aprender sobre o aspecto institucional da
Escola de Profetas?
R. Que a educação possui forma e função.
2. Destaque dois dos objetivos da Escola de Profetas.
R. Treinamento e encorajamento.
3. De acordo com a lição, que conteúdos faziam parte do currículo da Escola de
Profetas?
Profetas?
R. A Escritura e a experiência.
4. Cite dois dos métodos educacionais usados na Escola de Profetas.
R. Ensino através da palavra e do exemplo.
5. O que podemos observar através do ministério de Eliseu?
R. Observamos que as escolas de profetas eram dedicadas ao ensino formal.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Bibliográfico
“Escolas Hebraicas
[...] Os profetas prestaram uma assistência à instrução religiosa do povo através
de suas pregações públicas. As referências a um grupo de profeta em Ramá sob
o comando de Samuel, e possivelmente em Gibeá, mesmo tendo sido
chamadas de escolas de profetas não devem ser consideradas como as mais
recentes escolas de escribas que caracterizavam o judaísmo. Estas foram
ocasionadas em sua maior parte pelo declínio do sacerdócio sob o comando
de Eli e seus filhos, e novamente durante a monarquia (1 Sm 10.5,10; 19.20),
e também da necessidade que o povo tinha de receber a instrução religiosa.
de suas pregações públicas. As referências a um grupo de profeta em Ramá sob
o comando de Samuel, e possivelmente em Gibeá, mesmo tendo sido
chamadas de escolas de profetas não devem ser consideradas como as mais
recentes escolas de escribas que caracterizavam o judaísmo. Estas foram
ocasionadas em sua maior parte pelo declínio do sacerdócio sob o comando
de Eli e seus filhos, e novamente durante a monarquia (1 Sm 10.5,10; 19.20),
e também da necessidade que o povo tinha de receber a instrução religiosa.
Estas associações de profetas não devem ser consideradas como monásticas,
mas, na verdade, existiram com o propósito de trazer à tona uma maior influência
religiosa sobre sua época.
mas, na verdade, existiram com o propósito de trazer à tona uma maior influência
religiosa sobre sua época.
Presume-se que, no tempo de Esdras, as instituições religiosas tenham sido um
esforço escolástico entre os judeus (Ed 7.10). ”Associadas ao crescimento das
sinagogas e outras instituições pós-exílicas, a educação primária, como um
padrão de ensino, viria a tornar-se compulsória, conforme revelado no Talmude”
(Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, p.665).
esforço escolástico entre os judeus (Ed 7.10). ”Associadas ao crescimento das
sinagogas e outras instituições pós-exílicas, a educação primária, como um
padrão de ensino, viria a tornar-se compulsória, conforme revelado no Talmude”
(Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, p.665).
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
Eliseu e a Escola de profetas
Os profetas não eram pessoas preguiçosas. Eles decidiram ampliar o local em que
estavam vivendo, e para isso, não se puseram a orar e profetizar em nome do
Senhor: eles se puseram a trabalhar. Não é certo que uma pessoa que
detenha um dom espiritual se utilize dele para não trabalhar, não ter
uma vida produtiva, ou para ficar dependendo de terceiros para sua subsistência.
Dons são dados para a edificação da igreja e não para estabelecer distinções entre
quem tem e quem não tem. Os profetas que cercavam Eliseu colocaram
“a mão na massa” e foram trabalhar para que tivessem um espaço maior para
viverem. E foi em um momento desses, em que esses homens estavam
trabalhando, que Deus fez um grande milagre por intermédio de Eliseu:
fez flutuar o ferro de um machado, que um dos alunos daquela escola deixou
cair sem querer no rio.
estavam vivendo, e para isso, não se puseram a orar e profetizar em nome do
Senhor: eles se puseram a trabalhar. Não é certo que uma pessoa que
detenha um dom espiritual se utilize dele para não trabalhar, não ter
uma vida produtiva, ou para ficar dependendo de terceiros para sua subsistência.
Dons são dados para a edificação da igreja e não para estabelecer distinções entre
quem tem e quem não tem. Os profetas que cercavam Eliseu colocaram
“a mão na massa” e foram trabalhar para que tivessem um espaço maior para
viverem. E foi em um momento desses, em que esses homens estavam
trabalhando, que Deus fez um grande milagre por intermédio de Eliseu:
fez flutuar o ferro de um machado, que um dos alunos daquela escola deixou
cair sem querer no rio.
Não podemos prever que tipos de adversidades podem ocorrer quando estamos
trabalhando para o Senhor, mas podemos ter a certeza de que Deus estará
sempre com conosco. Fazer flutuar o ferro de um machado não foi um ato de
demonstração de poder com objetivos pessoais, mas uma oportunidade de mostrar
o quanto Deus honra a fé de seus servos.
trabalhando para o Senhor, mas podemos ter a certeza de que Deus estará
sempre com conosco. Fazer flutuar o ferro de um machado não foi um ato de
demonstração de poder com objetivos pessoais, mas uma oportunidade de mostrar
o quanto Deus honra a fé de seus servos.
Geazi e Eliseu. Eliseu demonstrou o poder de Deus com milagres realizados,
mas também ensinou pelo seu próprio exemplo. Geazi era seu aluno, e convivia
com o profeta, vendo milagres. Não é exagero dizer que Eliseu aprendeu muitas
coisas com o convívio que teve com Elias, e Geazi também observou os atos de
Eliseu. Mas aqui cabe uma observação: Ao passo que Eliseu aprendeu coisas
com Elias e teve um ministério frutífero, Geazi optou pelo caminho oposto.
Na ocasião em que esteve com o capitão siro Naamã, Geazi demonstrou que
não estava apto para o ministério profético pois foi seduzido pelos presentes
que Naamã, já curado, ofereceu a Eliseu. Nessa ocasião, vendo Geazi que
Eliseu rejeitou os presentes de Naamã, cobiçou-os e foi atrás do siro, contando-lhe
uma história piedosa.
mas também ensinou pelo seu próprio exemplo. Geazi era seu aluno, e convivia
com o profeta, vendo milagres. Não é exagero dizer que Eliseu aprendeu muitas
coisas com o convívio que teve com Elias, e Geazi também observou os atos de
Eliseu. Mas aqui cabe uma observação: Ao passo que Eliseu aprendeu coisas
com Elias e teve um ministério frutífero, Geazi optou pelo caminho oposto.
Na ocasião em que esteve com o capitão siro Naamã, Geazi demonstrou que
não estava apto para o ministério profético pois foi seduzido pelos presentes
que Naamã, já curado, ofereceu a Eliseu. Nessa ocasião, vendo Geazi que
Eliseu rejeitou os presentes de Naamã, cobiçou-os e foi atrás do siro, contando-lhe
uma história piedosa.
Porque Deus julgou Geazi de forma tão severa? Primeiro, porque ele foi um
homem cobiçoso. Segundo, porque ficou indignado de ver Naamã ser curado
e não pagar nada pela cura que recebeu. Terceiro, porque Geazi mentiu para
obter os presentes que Naamã daria a Eliseu. Quarto, não podemos usar os
dons que Deus nos concede para lucrar
de forma pessoal. Que essas
observações nos sirvam de exemplo, para que não sejamos julgados por Deus
por conta de tais manifestações de infidelidade.
homem cobiçoso. Segundo, porque ficou indignado de ver Naamã ser curado
e não pagar nada pela cura que recebeu. Terceiro, porque Geazi mentiu para
obter os presentes que Naamã daria a Eliseu. Quarto, não podemos usar os
dons que Deus nos concede para lucrar
observações nos sirvam de exemplo, para que não sejamos julgados por Deus
por conta de tais manifestações de infidelidade.




